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Vou me mudar. Posso levar meu cachorro no avião?

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Gabriela Petkovic
Escrito por Gabriela Petkovic

Sabemos que o transporte de animais no avião é possível, porém, há um limite de cargas vivas por viagem e uma série de regras para transportá-los. Por isso, lembre-se sempre de reservar tudo com antecedência e de entrar em contato com a companhia aérea antes mesmo de comprar a passagem.

Note-se que é importante que você pesquise com a companhia aérea que pretende viajar, pois cada empresa tem suas próprias regras. Porém, existem algumas normas básicas que serão tratadas aqui, especificamente para viagens nacionais. Não falaremos de viagens internacionais, pois, neste caso, os regulamentos são ainda mais peculiares.

Primeiro, como todos devem imaginar, o transporte de animais terá um preço adicional. A depender do tamanho e peso da caixa de transporte, a companhia pode permitir que o animal viaje na cabine ou no compartimento de carga. Vale dizer que a cabine e o compartimento de carga são pressurizados e possuem temperatura controlada, para propiciar um ambiente confortável para seu bichinho. Mesmo assim, existem exames veterinários prévios para saber se o animal terá problemas com a alteração de temperatura, como veremos a seguir.

Os bichos irão viajar em uma caixa de transporte. Esta poderá ser fornecida pelo proprietário do animal, desde que cumpra certas especificações. Para a segurança do bichinho, é importante que ela seja rígida e que o seu tamanho permita que o animal consiga ao menos dar uma volta completa ao redor de si. É necessário que a caixa seja segura para o bicho, mas também para os funcionários que precisem deslocar a caixa, ou seja, os buracos para ventilação não podem ser maiores que a boca do animal, pois isso facilitaria um eventual ataque ao funcionário. Ademais, a tranca deve ser forte, para que não haja riscos de que o animal fuja. E, por fim, em razão do tempo de viagem, o piso deve ser capaz de absorver a urina e as fezes do animal, para que não ocorram vazamentos.

Assim como para os passageiros, também são exigidos alguns documentos próprios. Por isso, lembre-se sempre: das vacinas (o cãozinho deverá estar em dia com a vacina múltipla e antirrábica, bem como tratamento com vermífugo), do atestado de saúde (ou certificado de inspeção veterinária) e, em alguns casos, do certificado de aclimatação (exame para verificar se o animal terá problemas com a alteração de temperatura). De acordo com a Anac, em qualquer caso será preciso apresentar atestado de sanidade do animal (fornecido pela Secretaria de Agricultura Estadual, Posto do Departamento de Defesa Animal ou por médico veterinário).
Dicas importantes:

  •  não transporte fêmeas em fase de gestação (geralmente elas não são nem aceitas pela companhia), pois a movimentação pode amedrontá-las significativamente;
  •  muitas companhias aéreas não aceitam transportar cachorros de focinho curto, como Pugs e Pitbulls, pois estas raças têm dificuldade com variações de temperaturas;
  •  evite viajar com seu cachorrinho doente, muito jovem ou muito velhinho;
  •  caixas de transporte com alças são mais fáceis de transportar;
  •  aproveite as escalas para brincar e andar um pouco com o animal, fora da caixa de transporte;
  •  não se esqueça de identificar a caixa de transporte com o número do seu voo, seu nome, endereço e telefone;
  •  a depender do caso, sedativos são recomendados. Converse com o seu veterinário.

 

Gabriela Petkovic Lima Arenzon é advogada graduada pela Universidade São Judas Tadeu, especialista em Direito Tributário, pela Fundação Getúlio Vargas, com curso técnico em Contabilidade, pela ETEC Camargo Aranha. Também é jornalista, formada pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), com especialização em Marketing e Comunicação Publicitária, pela Faculdade Cásper Líbero.

Sobre o autor

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